CONFECCIONANDO A POESIA
Dá-se início à jornada,
Penetra-se floresta adentro,
Sem temer a vasta e misteriosa,
Selva das palavras,
Onde vivem naturalmente todos os vocábulos.
Colhe-se espécimes raras,
Por vezes até arcaicas.
Caça-se pacientemente as mais ariscas,
Que feito serpente traiçoeiras,
Escondem-se por entre,
O emaranhamento das sílabas.
Sem deixar-se lograr,
Toma-se uma a uma,
E meticulosamente,
Ata-se uma a outra.
E como se ebúrneas estatuetas fossem,
Ajeita-se todas,
Na estante morena da inspiração.
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