domingo, 13 de novembro de 2011

NÉBRO

NÉBRO


PRIMEIRO CANTO


VICTOR EM SEU APOSENTO



Noite ou dia não o sei,
Mas a chama a luz se faz.
Eis-me em êxtase,
Em audácia...
Em audácia...meu espírito se apraz.
Crio e recrio,
E observo a meu redor,
Que nada de novo se perfaz.


Isto  torna insubstancial,
O meu querer,
E se a alma ainda me é
Por insondável,
O espírito a enigmas me conduz.


Os quatro cantos percorro,
E novidade alguma o olho vê.


O cru e absorto silêncio,
Resolve-se em simulacros de sombras.
Nenhum relampejo renovado,
Em verdade cruzou o meu olhar.
Infecundidade é,
O que me parece haver,
Em tudo isso.





NÉBRO


SEGUNDO CANTO


No esquecimento inviolável de um túmulo,
Onde só o vento sibila,
Em um manso sussurro,
Há de consumir-se o corpo, a matéria,
E libertada assim estará alma etérea.


E meu espírito indagador e rebelde,
Aos pés do Olimpo há de encontrar descanso.


Junto aos deuses soberanos,
Sob as asas de algum Arcanjo.


Seguirei então minha jornada,
Invadindo as eras,
Sem orbitar em nenhuma esfera.


Saltando de astro em astro,
Resguardado de qualquer espera,
Na fúria dos elementos abrigado,
No êxtase de um exselso orgasmo saciado.

3 comentários:

  1. Tem dias que a gente se sente como quem partiu ou morreu,a gente estancou de repente ou foi o mundo então que cresceu,a gente quer ter voz ativa no nosso destino ,mas eis que chega a roda viva,e carrega o destino pra lá ,roda mundo roda gigante,roda moinho roda pião,o mundo rodou de repente.

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