domingo, 13 de novembro de 2011

HELENA

HELENA


Eis que invoco a ti minha adorada Musa,
Na busca de erguer um canto,
Àquela que para longe de mim se foi.

Ela que fez parir em mim novas idéias,
Ela que me fez novas as manhãs,
E lançou luz em meu caminho em trevas...

Sobe canto meu lá às Alturas,
Entrelaçado na teia,
Que tecem os astros,
Na designação do destino
De todos os homens,
E de cada um deles.

E sejas rumo à dor dessa saudade,
Que em mim transborda.

E que te acompanhe,
Não a dor nefasta dessa saudade que ora sinto, 
Mas antes o desejo meu de alegrias para ti.

Não sucumbirei por tua ausência,
Antes hei de ressuscitar-te,
No brilho do olhar de uma criança,
Ou num raio de sol,
Que invada um aposento meu..
E acima de tudo no sossego infalível de um Leão,
A repousar sobre a relva,
De infinitos prados.

sábado, 12 de novembro de 2011

"ODE AO SUPREMO"

Oh! Todo Poderoso,
Ouve-me que é a ti que me dirijo eu,
Eis que meu espírito atribulado,
Me é por  escudo entre mim e ti,
É um vil celerado.
Que ora clama por tua misericórdia.
Um, que dentre os ímpios todos,
Te provoca a maior ira.
E te busco e não te encontro,
E indago de ti,
Naquilo que intuo que tu és,
E não me vem resposta.
Atenta pois agora à minhas súplicas,
É minha razão que cede lugar a fé.
E te digo eu:
- Inclina já os teus ouvidos a este lamento,
   Antes que constrangido em meu intento,
   Volte-me para a ignorância proposital,
   De tua existência.
   E arrependa-me em invocar,
   O que sem fundamento para mim é...
E contemplo os céus e a natureza,
E me pergunto,
Se és Terra, fogo, água ou sal. 
Imploro a ti Todo Poderoso,
Que não te passe despercebida,
Essa investida de minha alma,
Em alcançar-te em teu Soberano Posto,
O mundo Celestial em que Habitas.
Sou o último dos mortais,
Das criaturas que criastes,
A mais vil.
Sou aquele que argui com seu Criador.
E não há arreio que me contenha,
Minha dor e meu sofrimento,
Me é por espora e rebém,
Suplico-te,
Fende meu crânio com um raio certeiro.
Dá luz a um cego que não te vê.
Faz-me cinza e pó,
E conce-de-me do esquecimento de mim.
Ou mata-me então a sede,
De perceber o teu poder.
Pois como Vês ,
Não exito em afrontar-te,
E isto me tem sido,
Por anátema e maldição.
Detêm-me agora...
E destrói-me..,
Seja em fogo abrasador,
Ou lançando-me em trevas de esquecimento.
Para que me tornes eu o primeiro,
E talvez único teocida,
Sobre a face desta Terra pequenina,
Obra de tuas divas mãos.


             IVAN DE ALENCAR

Inspirado em DOSTOIÉVSKI:

"Querer fazer o bem e sentir no íntimo 
o latejar do mal, é dilema de toda alma humana.
Querer a paz...  e saber-se predisposto à guerra,
é atributo de alguns.
Saber-se sondado no íntimo por um Poder Supremo,
é legado de todos.
Trazer consigo o ideal sodoma e arder pelo ideal da madona,
é algo terrível, só quem o vive o sabe.... é o duelo
de Deus e do diabo,
tendo o coração humano como campo de batalha... e o coração?!
O coração só quer falar daquilo que o faz sofrer".

UM NOVO POEMA

O DECLINAR DE UMA AURORA


Por que há anacronismo em mim,
Se a sintonia de todos está na felicidade?
Por que minha alma clama por glória,
Se meu corpo exala derrota?

Talvez jamis saiba,
Talvez não devesse ousar indagar.
Se amei e amei a ti somente,
Porque então questionar.

Olho a ave que altaneira,
Se eleva,
E que consigo minha alegria leva,
E respondo comigo,
E tão somente à um possível amigo:
Deixe-a ir,
Deixe-a partir,
Minha dor ela ignora.

Vi recostado ao umbral de minha porta então,
O mais nobre fiel amigo,
Era meu cão valente,
A suportar o meu castigo.

Ornei Orfeu em desafio,
Vi naufragar o meu navio.

Meu reinado por mim espera,
Porque lá distante no horizonte,
Onde sei trona Hera
Ardente fogo de mim se esconde.


quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Actual Blog: Actual Blog: UM POEMA

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Actual Blog: UM POEMA: "Madame, talvez devêsseis sair de vosso carro do ano, Sim... Deixá-lo aí, parado no meio da rua, E sair desfilando pela calçada, Mostrand..."

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Actual Blog: UM POEMA: "Madame, talvez devêsseis sair de vosso carro do ano, Sim... Deixá-lo aí, parado no meio da rua, E sair desfilando pela calçada, Mostrand..."